15:40 - 13/01/2010
Redação
- Corrigida às 18h00
A fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança e Fundadora da Pastoral da Pessoa Idosa, Zilda Arns Neumann, morta após o terremoto no Haiti, nesta terça-feira, era uma das principais parceiras de Alagoas na luta contra a mortalidade infantil. Em agosto, ela esteve no Estado para realizar visitas e conferir o andamento de projetos. O governador Teotonio Vilela Filho decretou luto oficial por três dias.
Em Alagoas, a Pastoral da Criança atende a 26 mil crianças pobres, com menos de seis anos, em 606 comunidades. Já a Pastoral da Pessoa Idosa, que iniciou a atuação no Estado de 2008, atende a 709 idosos em 19 comunidades.
O Tudo na Hora foi até a sede da Pastoral da Criança em Maceió para saber como vão ficar os projetos desenvolvidos por ela no Estado, mas a sede permaneceu fechada durante toda esta quarta-feira.
Arns fala sobre Alagoas
Em entrevista à Agência Alagoas, Arns afirmou que os resultados da Pastoral da Criança em Alagoas “são muito bons”. Ela disse que a vocação da Pastoral é ir às comunidades mais pobres. “Esta é a nossa missão. E a Pastoral tem salvado muitas vidas, como em todas as partes, reduzem a mortalidade infantil. Mas seria importante que houvesse uma maior cobertura. Nós estamos acompanhando apenas 10% das crianças pobres. Gostaríamos que fosse 50%”, afirmou.
Na ocasião, ela afirmou que “a mortalidade infantil talvez seja o melhor indicador de desenvolvimento”. “Quando um Estado se desenvolve, a mortalidade cai. Quando a mortalidade sobe, existe algo de errado na sociedade ainda e devemos identificar. Um dos problemas da mortalidade infantil é a baixa escolaridade das mães. Por isso, a mortalidade infantil não é só maior entre os pobres; é maior entre as mulheres com baixa escolaridade ou analfabetas”.
Arns ainda disse que a recém-criada pastoral da Pessoa Idosa também atuava em Alagoas desde 2008. “Em Maceió, trabalhamos em nove paróquias. Fizemos capacitações também em Palmeira dos Índios, Arapiraca, Penedo, Jacaré dos Homens e Olho D’Água das Flores. Nós temos todo esse trabalho informatizado”, afirmou.
A missionária ainda deu sua opinião sobre os avanços no combate à redução das desigualdades em Alagoas. “Melhorou em 25 anos, mas eu ainda vejo muita pobreza, o problema do saneamento básico. Nós temos dificuldade na periferia quanto ao pré-natal, com o parto. Precisamos desenvolver mais o programa médico de família, deve ser levado aos mais pobres. A maioria das crianças que morrem aqui são aquelas com até 28 dias, por isso o cuidado no pré-natal, no parto. O papel da escola é fundamental. Com escolaridade, as mães têm mais expectativa, têm mais condições de proteger os seus filhos”, disse.
Receba diariamente as últimas notícias no seu celular, direto da redação.
Envie uma Mensagem de texto com as letras TNH para o número 77000. Serviço provisoriamente disponível apenas para clientes TIM, Claro e Vivo. Custo de R$ 0,31 + Impostos por mensagem recebida.
JOSE LIBERATO DA SILVA em 13/01/2010 às 17:21 comentou:
É lamentável que pessoa como Dra. Zilda Arns, venha morrer de forma catastrófica e tanta gente sem coração e sem piedade viva tanto a cada dia só praticando o mal. Dra. Zilda foi e será lembrada por milhões de pessoas em todo o mundo pelo carinho e dedicação com que tratou as famílias mais pobre e necessitada do mundo. Meus pêsames (...) quem mais sentirá a sua falta será crianças pobres e desnutridas. Faço votos que alguém vista a sua camisa de luta e carinho... LUTOS... LIBERATO
Uma janela foi aberta com a versão para impressão
Caso não tenha aberto, clique aqui para abrir novamente